Empresas deixam Lisboa para receberem mais fundos
Como estão a correr os concursos para o Quadro de Referência Estratégico Nacional
(QREN), que reservam 436 milhões de euros para a região de Lisboa?
Os primeiros fecharam no final de Fevereiro. Lisboa tem pouco dinheiro. São
sobretudo concursos na área dos incentivos às empresas. Houve mais concorrentes do
que o dinheiro disponível.
Que valor foi já posto a concurso?
Pusemos 73 milhões de euros a concurso até agora. Em 4 de Abril abriremos mais um,
para redes urbanas para a competitividade.
Já houve decisões de atribuição?
Sim, para empreendedorismo. Há linhas específicas para PME e outras, como a
internacionalização, para empresas maiores.
Lisboa não beneficia do PO Factores de Competitividade, mas há regiões à volta que
sim. Não se corre o risco de empresas deslocalizarem para lá, para poderem aceder a
mais fundos?
Sim, é um risco. Mas também é bom haver descentralização.
Tem conhecimento de casos?
Sim, estão a deslocalizar as suas sedes. Não há sectores dominantes, são sobretudo
pequenas empresas, para beneficiarem de montantes e taxas de apoio mais favoráveis.
E a execução do QCAIII?
Está bem, falta executar 70 milhões de FEDER. Do Fundo Social Europeu foi aprovado
432,2 milhões de euros e executado 409,88 milhões de euros.
O ano passado, com a regra n+2, perderam-se algumas verbas?
Não, Lisboa foi a única que não perdeu Fundo Europeu de Orientação e Garantia
Agrícola (FEOGA). Nunca perdemos um euro em nenhum dos fundos e espero não perder
este ano.
Este ano vai gerir em simultâneo o último ano do QCAIII e o arranque do QREN. Há
recursos suficientes?
Está prometido o reforço. Até agora temos conseguido responder ao calendário do
Governo e abrimos concursos. Há o problema das pessoas e da estrutura para resolver
essa acumulação. O QCAIII está em velocidade-cruzeiro e tem-me dispensado pessoas
para o QREN. Já tive alguns problemas para responder atempadamente a estas
avaliações, mas conseguimos. Os próximos concursos fecham no final de Maio e, aí,
espero ter já a máquina afinada para apreciar as propostas.
Que empresas concorreram?
É muito diversificado. Há uma tendência nacional para maior procura pelo sector
turístico, empreendedorismo feminino e tecnologias.
