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Tertúlia-Debate sobre a Cultura Portuguesa em Olivença.

Moderators: Diogo Ventura, Equipa Realistas

Tertúlia-Debate sobre a Cultura Portuguesa em Olivença.

Postby leonidas on Sun Mar 23, 2008 10:01 pm

Por iniciativa do «ATRIUM CHABY», em mais uma

«À Conversa Sobre...», realiza-se no próximo dia 15 de Março, Sábado, às 21:00 horas, nas suas instalações em Praça Maria Almira Medina, Mem Martins, Sintra, uma Tertúlia-Debate sobre a Cultura Portuguesa em Olivença.

Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org

Divulgação
03-2008



Por iniciativa do «ATRIUM CHABY», em mais uma

«À Conversa Sobre...», realiza-se no próximo dia 15 de Março, Sábado, às 21:00 horas, nas suas instalações em Praça Maria Almira Medina, Mem Martins, Sintra, uma Tertúlia-Debate sobre a Cultura Portuguesa em Olivença.

O Presidente
do GAO, Dr. António Marques, desenvolverá o tema «O Sequestro de Olivença: Ofensa á História, à Cultura e ao Direito», enquanto o Prof. Carlos Consiglieri, se debruçará sobre «A Colonização Espanhola em Olivença: Continuidade Cultural e Mudança Social».

O Grupo dos Amigos de Olivença convida todos os seus
apoiantes e todos os que se interessam pela «Questão de Olivença» a comparecer e participar nesta iniciativa.

Contamos com a sua
presença!



Lx., 05-03-08.

SI/Grupo dos Amigos de
Olivença


_________________ _
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do
Alentejo), 1150-268 Lisboa
www.olivenca.org
olivenca@olivenca.org
Tlm. 96 743 17
69 - Fax. 21 259 05 77
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Postby leonidas on Sun Mar 23, 2008 10:03 pm

Ana Paula Fitas ( particularmente brilhante) e Loureiro dos Santos, sobre Olivença

"O DIABO", 18-Março-2008
GENERAL LOUREIRO DOS SANTOS DESAFIA DIPLOMACIA PORTUGUESA
«HÁ CONDIÇÕES PARA COMEÇAR A TRABALHAR NO ASSUNTO DE OLIVENÇA

-Dizem o General Loureiro dos Santos e a Antropóloga Ana Paula Fitas, que garante haver uma «evidente continuidade cultural portuguesa em grande parte das representações sociais oliventinas
(Fotografias de Loureiro dos santos e de Ana Paula Fitas, separadas)
Isabel Guerreiro

Para o Grupo de Amigos de Olivença (GAO), o próximo dia 1 de Maio é uma data a assinalar. Há precisamente dois séculos, o Tratado de Badajoz de 1801, que concedia o Território de Olivença a Espanha, foi denunciado (declarado «nulo e de nenhum vigor») pelo Manifesto de 1 de Maio de 1808, assinado pelo Príncipe Regente Português (futuramente D. João VI). «Por este acto legislativo, jamais revogado e plenamente em vigor, a assunção da nossa soberania sobre o território passou a constituir Direito interno, necessariamente vinculativo», recorda o GAO.

Por se tratar de uma data «fundacional», como refere o Presidente do GAO, António Teixeira Marques, «O DIABO» falou com a antropóloga Ana Paula Fitas, que apresentou recentemente o livro «Olivença e Juromenha - Uma História por Contar», fruto da sua tese de doutoramento.

A investigadora viveu dois anos com os oliventinos e faz várias revelações. Na sua opinião as gentes de Olivença sempre resistiram à mudança social orientada segundo os paradigmas sociais, políticos e ideológicos do Estado espanhol, a partir do final da administração portuguesa.

«Isto é particularmente evidente na continuidade cultural portuguesa que se manifesta em grande parte das suas representações sociais», elucida. Ena Paula Fitas entende que, se «não houver uma intervenção cultural portuguesa no território, os oliventinos estão expostos à adesão a práticas e símbolos homogeneizantes que debilitarão as suas reservas de resistência cultural».

Para a investigadora havia uma história por contar em relação às populações e ao território das duas margens do Guadiana nessa zona do país. «É a história da vivências das populações, a da caracterização da sua identidade cultural e da sua organização social... é essa a história que estava por contar», e que deu origem ao livro, resultante da tese de doutoramento, intitulada «Continuidade Cultural e Mudança social - Um estudo Etnológico comparedo entre Juromenha e Olivença», defendida em 2005 na Universidade Nova de Lisboa.

FRONTEIRA ILEGAL
«Há vestígios culturais portugueses na cultura e na sociedade oliventina. Há vesdtígios patrimoniais na arquitectura monumental e na arquitectura popular. Há vestígios na gastronomia, na música, nos trajes e nas danças regionais, na memória familiar, na memória social e no conhecimento da língua que era a língua corrente da região até meados do século XX e que, segundo ainda dizem os habitantes com mais de 60 anos, era "a nossa fala"», esta é uma das várias conclusões a que chegou a antropóloga.

Ana Paula Fitas sublinha ainda que «em termos de identidade cultural vale a pena referir que a identidade oliventina é motivo de orgulho para a população local que nela reconhece a coexistência de traços culturais claramente portugueses e particularmente alentejanos com traços culturais extremenhos e espanhóis».

O General Loureiro dos Santos, que apresentou a obra da investigadora, lançada no mês passado, entende que o assunto foi muito bem relatado já que conjuga «uma análise sobre os valores que permanecem em Olivença e compara-os com os valores, comportamentos e hábitos das pessoas de Juromenha, que é uma povoação irmã, embora separadas pela fronteira do Guadiana que é ilegal à luz do direito internacional».
«Esta análise histórica e a pesquisa científica permitem tirar conclusões que podem ser muito importantes para avançar na solução do problema de Olivença», adianta.

Para o General, o problema existe e a prova disso «é que o Estado português tem tido sempre a preocupação de o manter de pé, ao considerar que aquela fronteira não é de facto a fronteira entre Portugal e Espanha, à luz do direito internacional e de alguns tratados existentes».
Apesar de considerar que o problema nunca foi esquecido, Loureiro dos Santos diz que os responsáveis portugueses consideraram durante dois séculos que não havia oportunidade para levantar o problema. Mas segundo o General, essa oportunidade existe e «há condições genéricas para começar a trabalhar no assunto de Olivença. Agora são os diplomatas que têm de trabalhar!»

Também o Presidente do GAO acredita que estão a ser reunidos estímulos e posições que vão surpreender muita gente nos próximos tempos.

(fotografia de Loureiro dos Santos, com a legenda «O general acredita que é possível avançar na Questão de Olivença, que opõe Portugal e Espanha há cerca de dois sáculos»)
_________________________
ANA PAULA FITAS, ANTROPÓLOGA E AUTORA DO LIVRO «OLIVENÇA E JUROMENHA - UMA HISTÓRIA POR CONTAR»
«IGNORAR A IDENTIDADE DE UM POVO, A SUA MEMÓRIA E A SUA CULTURA É SEMPRE UM RISCO»
(Fotografia de Ana Paula Fitas diante duma estante)
O DIABO- Que reflexão lhe merece a atitude dos sucessivos Governos portugueses relativamente à Questão de Olivença?
ANA PAULA FITAS-A incapacidade de conseguir um acordo objectivo, datado e concretizado materialmente, relativamente à expressão «em tempo próprio» para que o Tratdo Internacional de Viena remete a resolução da recessão de Olivença pela Espanha a Portugal, apesar dos esforços que, sem sucesso, foi realizando ao longo do século XIX e do primeiro terço do século XX, conduziu os Governos portugueses a uma atitude que, em termos analógicos, podemos considerar anómica (isto é, desistente em relação à tomada de iniciativa e à persistência na sua defesa).
O DIABO-E que efeito teve esse comportamento?
ANA PAULA FITAS-Esta espécie de «anomia» governamental relativamente à Questão de Olivença conduziu, num misto de intencionalidade e sentimento de impotência, a que se permitisse que a passagem do tempo fosse diluindo a memória do problema até ele ser relativizado pela maioria da população; deste modo, a gravidade da incapacidade governamental resolver a questão ficaria reduzida am termos de percepção e opinião pública, desresponsabilizando o Governo ou, pelo menos, reduzindo a possibilidade de lhe ser imputada culpa grave. Foi o que aconteceu, pelo menos até agora.
O DIABO-Alguns defensores da causa acusam os governantes de «subserviência» relativamente à Espanha. Concorda?
ANA PAULA FITAS-Costuma dizer-se que os pequenos tendem a ser subservientes em relação aos grandes. Porém, as questões verdadeiramente importantes não podem ser perspectivadas à luz do senso comum ou de verdades de «La Palisse».
O DIABO-Mas porque nunca houve uma atitude firme para exigir a restituição do território?
ANA PAULA FITAS-Na realidade, nunca houve uma atitude firme do Governo português para com esta questão porque Portugal nunca confiou (por razões várias, designadamente, a consciência do poder da correlação de forças) na sua capacidade negocial quer bilateral (no caso, em relação a um país maior, mais forte, e espacialmente contíguo), quer internacional e sempre acreditou que retiraria benefícios imediatos do não-confronto com o país vizinho. Até agora, com esta atitude de relativo obscurecimento do problema, Portugal manteve a convicção da pertença «de jure» de Olivença a Portugal; a questão que coloco é a de saber o que fará Portugal se for confrontado directamente com o problema à mesa das noegociações político-diplomáticas...
O DIABO-Acha que o diferendo sobre Olivença é um problema sem solução?
ANA PAULA FITAS-Não, não considero que o problema não tenha solução. Tem, seguramente. Se houver motivação, vontade e determinação política, o problema tem solução do ponto de vista jurídico-político-diplomático. E como todos os problemas devem ser resolvidos penso que seria útil e do interesse de todos que tal acontecesse. Por ora, o que poderemos fazer refere-se ao que designamos por «investimentos em reforços culturais» no que respeita à preservação patrimonoal material e imaterial da cultura tradicional, à abertura da possibilidade de aquisição da duple nacionalidade ou ao investimento conjunto em áreas de formação e lazer.
Neste sentido, incentivar a preservação da arquitectura tradicional e desenvolver actividades culturais portuguesas no território oliventino através da promoção do conhecimento musical e artístico (teatro, cinema, artes plásticas), do investimento no ensino da língua portuguesa e no estudo quer da história, quer da literatura e da cultura portuguesa, são formas imediatas de começar a proteger e valorizar a memória histórica, a identidade e a memória colectiva que subjaz à cultura oliventina.
O DIABO-O que pode acontecer se nada for feito por parte da diplomacia e das autoridades portuguesas?
ANA PAULA FITAS-Ignorar a identidade de um povo, a sua memória e a sua cultura é sempre um risco como a História - designadamente contemporânea - o demonstra... e num contexto não apenas europeu, mas, particularmente ibérico, em que emergem conflitos regionais; penso que, se não houver diligências tomadas pelas autoridades portuguesas, o território raiano, particularmente desta zona, pode ser pretexto para provocações e conflitos que temos a obrigação de saber prevenir e evitar.



Bem haja
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leonidas
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Postby Diogo Ventura on Wed Mar 26, 2008 11:04 am

OLIVENÇA NA IMPRENSA ESTRANGEIRA (1954-2001)



a) Introdução


Poucas vezes tal é referido, mas Olivença e o litígio que a rodeiam têm sido noticiados na imprensa Europeia, e mesmo dos Estados Unidos e no Brasil (para já não falar de Hong-kong).
As referências a este assunto assumem um valor histórico indiscutível. O objectivo deste trabalho é dar a conhecer três artigos sobre tal problemática, de entre vários possíveis.
A ordem é cronológica. O primeiro artigo (alemão) é de 1954. O segundo (inglês) é de 1966. O terceiro (francês) é de 2001.
São documentos, no mínimo, curiosos.



b) Olivença na imprensa Alemã (1954) (publicado em oito jornais Alemães; o texto é quase totalmente idêntico em todos eles)


O lado “oposto” de Gibraltar
(A outra “Face da Moeda” de Gibraltar)
A Espanha não tem direito
A Olivença (5 – Março – 1954)
(Jornal STUTTGARTER ZEITUNG)

Desde que Napoleão ocupou 600 Km2 ilegalmente - 20 000 portugueses querem voltar para Portugal.

As demonstrações de estudantes madrilenos em Madrid, no que respeita à devolução de Gibraltar a Espanha, são comentadas em Portugal por um ditado popular: “Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho”. Há mais de 150 anos que “arde” na fronteira Luso-Espanhola um conflito parecido com o escândalo de Gibraltar.
Em Lisboa defende-se a opinião de que a ocupação dos 600 Km2 do território português (de Olivença) é muito mais grave do que a questão de Gibraltar, porque os britânicos receberam em paz e legalmente Gibraltar pelo Tratado de Utrecht em 1704 , através de documentos, com a ajuda da França e da Holanda.
Compreende-se perfeitamente o desejo da Espanha a propósito de reaver Gibraltar, mas a espada Espanhola também fere a carne portuguesa.


Durante 600 Anos Portuguesa


Em Lisboa diz-se que Madrid só terá direito moral a Gibraltar desde que decida acabar com a injustiça de Olivença.
Olivença foi fundada no século XIII por cavaleiros portugueses que pertenciam a uma ordem religiosa de cavalaria, e desde então pertenceu sempre a Portugal até 1801, quando então foi ocupada por espanhóis e franceses, mandados por Napoleão para forçar os portugueses a fechar os portos à Inglaterra. Depois de 1815, foi decidido no Congresso de Viena de Áustria que Portugal deveria voltar a receber Olivença juntamente com o seu território e os seus 20000 habitantes. Os espanhóis assinaram o Tratado do Congresso em 1817, e desde então já prometeram várias vezes cumpri-lo.
Todavia, ainda hoje os espanhóis lá estão (em Olivença) apesar do povo estar do lado de Portugal e não ter esquecido a língua-mãe portuguesa. Olhando para as boas relações actuais Luso-Espanholas, é totalmente incompreensível a situação. O grupo de Amigos de Olivença sabe que Salazar não poderá pôr em risco as suas relações com o Caudillo (Franco) ameaçando-o com uma guerra através dum “ultimato”, mas ninguém pode negar que a antipatia “instintiva” dos portugueses contra uma colaboração entre espanhóis e portugueses recebe constantemente mais razões para se manifestar através da presente ilegalidade nas suas fronteiras.


Nenhuns Poderes (competências, autorizações) de Madrid


Se alguém tripartir a fronteira Luso-Espanhola, Olivença ficará a norte da parte mais meridional, perto das cidades de Elvas e Badajoz. Quando em 1952 uma comissão constituída por portugueses e espanhóis se ocupou da delimitação de fronteiras nos (referidos) 50 quilómetros em que há litígio, a declaração (declarou que) não tinha poderes (competências, autorizações) oficiais para tratar do caso. Em contrapartida, vieram grupos de crianças de Olivença para Lisboa para festejarem a sua pátria e a fidelidade à mesma . Os espanhóis encontram-se numa “casa com telhados de vidro” e deviam primeiro cumprir os seus tratados e obrigações antes de reclamarem da Grã-Bretanha que esta desista dos seus tratados.

(fim)



c) Olivença na Imprensa Britânica (este texto, com várias alterações sem grande significado, foi reproduzido em quatro jornais britânicos, um de Hong-Kong, e dois Americanos)



Jornal Times
21- Outubro – 1966

PORTUGUESES QUE LUTAM PARA RECUPERAR UMA CIDADE


- A Espanha acusada de violação de direitos – do nosso correspondente – Lisboa

A imprensa portuguesa continua a dar relevo à disputa Anglo-Espanhola sobre Gibraltar. Os comentários editoriais tendem a favorecer Espanha .
Um grupo de entusiastas que se auto-intitulam “Os Amigos de Olivença”, contudo, chamam a atenção para o facto de “haver na Europa outra colónia”. Trata-se de Olivença, um enclave de 600 quilómetros quadrados projectado pela Espanha adentro exactamente abaixo da cidade fronteiriça espanhola de Badajoz.
Este, insistem eles, é “uma região portuguesa legítima, que no conflito de Reconquista Cristã da Península Luso-Castelhana os Templários Portugueses arrebataram aos Mouros em 1228, lá construindo o seu castelo original e fundando a primeira igreja de Santa Maria Madalena, levando a cabo portanto a fundação de Olivença actual” .
Subsequentemente, em 1297, ficou estabelecido por acordo entre Portugal e Espanha que Olivença deveria para sempre à coroa Portuguesa. Os portugueses traçaram as ruas e as praças da pequena cidade, construíram casas, conventos, igrejas e palácios, e fundaram quintas e aldeias nas áreas circundantes.
Tudo continuou na normalidade, e Olivença cresceu e floresceu, uma sossegada região agrícola e uma parte integrante de Portugal, até 1801. Então, dizem os Amigos de Olivença, através do seu secretário, o senhor Luís de Souza Guedes, “uma guerra traiçoeira que nos foi imposta pela Espanha e pela França, forcou-nos a assinar o injusto Tratado de Badajoz, pelo qual elas usurparam Olivença, o seu distrito, e aldeias para além do Rio Guadiana”.
Em 1814, depois da derrota dos franceses na Guerra Peninsular, as nações europeias reuniram-se em Paris, e declaram nulos e sem efeito todos os tratados concluídos antes da guerra, incluindo o que se referia a Olivença.
No Congresso de Viena (de Áustria) em 1815, os estados Europeus confirmaram uma vez mais a anulação do tratado de Badajoz, e comprometeram-se a fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para verificar se a Espanha devolvera Olivença a Portugal. A Espanha foi uma signatária deste compromisso, mas até agora não o executou (cumpriu).
Os Amigos de Olivença acusam a Espanha de “permitir que a área caísse em ruínas” com o objectivo de apagar a História de Portugal”. Eles protestam contra o facto de as autoridades espanholas terem apagado os escudos de armas portuguesas em edifícios públicos e privados, e mesmo em pedras tumulares.
Eles revelam que as ruas e as praças estão quase impraticáveis e cheiras de buracos, e que não há adequados abastecimento de água ou um sistema de esgotos.
Uma edição referente de “Olivença”, a revista do grupo, defendeu que se a Espanha pediu correctamente às Nações Unidas que lhe devolvesse Gibraltar, “como pode ela (Espanha) recusar-nos... esta terra que só teve existência graças aos esforços, perseverância e cuidados do povo Português” .
A mesma revista também defendeu o seguinte: “É espantosamente óbvio que em Gibraltar, se o solo é espanhol, a cidade e a fortaleza são ingleses, enquanto em Olivença, ambos a cidade e o solo são portugueses, tão longe quanto os seus monumentos são típicos. A língua é a portuguesa, apesar dos esforços da escola e da polícia para transformarem tudo em castelhano” .
Efectivamente, o visitante, hoje, é confrontado com o carácter português de Olivença em todos os aspectos. Todos os antigos edifícios existentes são no estilo nacional (português), mas as ruas arruinadas e as fachadas descuidadas não mostram nada da limpeza usual e manutenção prodigalizadas pelos portugueses em qualquer cidade ou aldeia ao seu cuidado .
A igreja de Santa Maria Madalena é no puro estilo português Manuelino, e nela se encontra o túmulo de Frei Henrique Coimbra, que celebrou a primeira missa portuguesa no solo brasileiro quando ele aí desembarcou com o seu descobridor, Pedro Álvares Cabral.
A fala de 20000 habitantes na área é basicamente portuguesa. A geração mais velha usa uma linguagem próxima do dialecto do vizinho Alentejo, província de Portugal do outro da fronteira.
Ela encontra-se, todavia, entremeada com palavras espanholas. Mesmo aqueles da geração mais nova que falam espanhol usam uma entoação portuguesa, e a sua fala está cheira de palavras e frases portuguesas.
O governo português não parece inclinado no momento presente de relações próximas Luso-Espanholas a apressar o seu “caso” (litígio) a fim da retrocessão de Olivença. Só os Amigos de Olivença continuam a lutar valentemente .


d) Olivença na imprensa francesa (texto, na “Internet”, do Jornal “Courrier International”, de 29 de Novembro de 2001)

Portugal:
É preciso saber acabar uma guerra napoleónica

Há dois séculos, Portugal pediu à Espanha a restituição da pequena cidade fronteiriça de Olivença. As últimas vítimas deste conflito esquecido ? Uma ponte e algumas irmãs de caridade.
Era uma vez uma cidadezinha nos confins de Portugal e Espanha. Situada ao sul de Badajoz, em plena Estremadura, a Olivença espanhola teria sonhado com um destino tão tranquilo como as oliveiras que a cercam. Isso seria esquecer a História, três guerras pelo menos e outros tantos tratados entre os dois países. Pois Olivença, de Espanha só tem o “z”, proclamam os portugueses. Para Lisboa, a cidade 25000 almas escreve-se com um “ç”! À portuguesa! Não se põe a hipótese de reconhecer a soberania da Espanha sobre os 740 km2 , da cidade e da sua região. A história deste conflito fronteiriço sempre vivo remonta a 1297. O diário português “Diário de Notícias” dedica-se a contar os episódios aos seus leitores, por ocasião do bicentenário da anexação da cidade.
Em 1297, então, nos termos do Tratado de Alcañices, as fronteiras entre os dois países foram traçadas duma vez por todas... salvo para Olivença. O acordo dava claramente a cidade a Portugal. Mas os espanhóis sempre consideram esta atribuição como uma anexação. Segundo eles, a cidade teria sido concedida sob a pressão regente de Castela na época, Maria de Molina .


A Espanha nunca devolveu a cidade e a sua região


Já complicada, a história de Olivença iria cruzar-se com a das Guerras Napoleónicas. Em 1801, a Espanha ocupa Olivença numa campanha relâmpago denominada “Guerra das laranjas”. Em 1804, o Tratado de Badajoz reconhecia a soberania espanhola. Mas em 1808, o rei de Portugal, João VI, denuncia o dito Tratado. Por uma razão bem simples: a França e a Espanha, tornada “Napoleónica”, começaram um ano antes o desmembramento em partes iguais de Portugal. Seria preciso esperar a queda do Império (Napoleónico e o Tratado de Viena de 1815 para que João VI recuperasse o seu trono e que fossem reconhecidos, em teoria, os direitos portugueses sobre Olivença. Depois, mais nada.
A Espanha nunca devolveu a cidade e a sua região, argumentando que o Tratado de Badajoz ainda se aplicava. Portugal, impotente, continua a reclamar o pequeno enclave, com base no Tratado de Viena. Para garantir a sua conquista, contra o “Diário de Notícias”, a Espanha não foi avara em usar a coacção em 1840, Madrid proibiu o uso do português “sob pena de prisão” e todos os sacerdotes da região foram substituídos por bons padres espanhóis. Mais ainda, a pequena região foi judiciosamente (manhosamente) enredada num distrito administrativo duas vezes maior que ela.
A resistência portuguesa, ao longo dos dois séculos decorridos, tomou diversas formas. A ocupação (invasão) primeiramente e por duas vezes: em 1811 e em 1981. A primeira foi militar, a segunda “pacifica” e organizada pelo dirigente social-democrata, conotado com a direita, Pinheiro de Azevedo. Madrid respondeu enviando para o local um esquadrão de Guardas Civis. Enfim, o protesto oficial, em 1809, 1817, 1903, 1952, e mesmo em 1994. Neste último ano, o “Primeiro Ministro Português”, Durão Barroso impedia definitivamente a reconstrução da Ponte de Olivença, entre as duas margens do Rio fronteiriço, o Guadiana, para evitar um reconhecimento tácito da anexação .

Generosas freiras substituídas por funcionárias da segurança...

O último episódio data de algumas semanas. Há cento e quinze anos, as freiras de São Vicente de Paula de Olivença ocupavam-se de obras sociais. Com o decorrer dos anos, as freiras tinham obtido uma espécie de concessão de serviço público que lhes permitia administrar os serviços locais de segurança social. Ora, estas freiras estavam ligadas desde sempre a uma federação de congregações portuguesas denominada União das Misericórdias. Estes laços seculares foram formalmente rompidos no dia 11 de julho de 2001 e as generosas freiras substituídas por funcionários da Segurança Social Espanhola. Sem outra forma de processo.
Para os portugueses, os dados estão lançados. É verdade que há alguns quilómetros de fronteira a tracejado nos mapas portugueses, para que se não esqueça. Há também esta saudade tão portuguesa pelas “raparigas (mulheres) de Olivença”, que são simultaneamente “filhas de Espanha e netas de Portugal”. E um pouco de ironia provocante, ao fim e ao cabo, quando o Diário de Notícias”, para dar uma ideia da extensão destas terras perdidas, especifica que elas são “150 vezes maiores que Gibraltar”, esse outro enclave, Britânico neste caso, reivindicado há lustros por Madrid.

Courrier International, versão da Internet 29-11-2001


e) Epílogo

Aqui temos, pois, um “passeio histórico” pela “questão de Olivença”, observado não por Portugal ou Espanha, mas pelos jornais (e jornalistas) da Europa, que tiveram algum eco no continente Americano e, curiosamente, na Ásia (Hong-Kong)
Espera-se, com a divulgação destes textos, contribuir para o conhecimento da história nas suas várias perspectivas, no que à raia Alentejana-Extremenha diz respeito!
Seguem-se os documentos.

Estremoz, 16 de Janeiro de 2002
Carlos Eduardo da Cruz Luna



( ARTIGO EXTRAORDINÁRIO E ORIGINAL; DEVE-SE TENTAR LER ATÉ AO FIM: THE TELEGRAPH, 19 de Agosto de 2006
Artigo original, de 19 de Agosto de 2006, com muitas novidades, pontos de vista dispersos de oliventinos e não oliventinos, observações curiosísssimas. ACONSELHO A LEITURA. Por isso fiz a Tradução... que coloco ANTES do original!

THE TELEGRAPH, 19 de Agosto de 2006 O MELHOR DOS DOIS MUNDOS O MELHOR DOS DOIS MUNDOSTHE TELEGRAPH, 19 de Agosto de 2002"Já se passaram duzentos anos desde que a cidade espanhola de Olivença deixou de fazer parte de Portugal, mas as velhas influências resistem, diz Anthony Jefferies.""Por vezes eu penso no fenómeno de pensar em duas línguas", diz António Barraso Gonzales antes de tomar um gole do seu café. "Mas na maior parte das vezes nem sequer penso nisso. É apenas uma coisa natural. Num minuto tenho pensamentos em Espanhol no meu espírito, no minuto seguinte tenho-os em Português. Os sonhos são também interessantes. Posso sonhar numa língua e então, ao acordar, relembrá-los na outra."Antonio não está só, em Olivença decerto que não. Esta pode ser uma cidade espanhola, mas pertenceu em tempos a Portugal e as velhas influências resistem. Mais de 200 anos passaram desde que os espanhóis - com a ajuda do exército de Napoleão Bonaparte - fizeram recuar a fronteira entre os do


is vizinhos ibéricos. Mas um deambular pelos sossegadas ruas pavimentadas de negro e branco desta formosa cidade na ponta ocidental da Extremadura traz Portugal à memória, não Espanha.Para começar, a maior parte dos mais velhos naturais da cidade falam Português quando vão às compras ou descansam nos bancos do largo "paseo" central. Depois, está presente a arquitectura: "ondulações" de pedra manuelinas em cada frontaria das Igrejas e mesmo sobre a entrada da Câmara Municipal: torres sólidas de forma quadrada destacando-se do castelo no coração da cidade, "marcando-a" como um bastião português; e, sobretudo, as telhas. Frentes de lojas, paredes, mesmo indicações de ruas - imcluindo aquelas que assinalam a "Plaza de España - estão cobertas com os azulejos azuis e brancos que são tão intrinsecamente portugueses.No centro de dia dos pensionistas à sombra do Castelo, Antonio e os seus companheiros estão a discordar àcerca da influência cultural predominante. Ele afirma que "não h

á
quase nada espanhol em Olivença". Maruja Antunes Gomez, presidente da associação de pensionistas, pensa de forma diferente. "Os edifícios, as telhas e os pavimentos podem ser iguais aos de Portugal, mas as pessoas são espanholas e têm orgulho nisso", diz ela. "Os jovens nem sequer falam Português. A sua única ligação é com Espanha."Susana Rodrigues e Belén Naharro não têm tanta certeza assim. Susana tem 26 anos e trabalha na Biblioteca da cidade; Belen, de 22 anos, é estudante."Há um forte sentimento português em Olivença e isso é motivo de orgulho nosso, diz Susana. "A nossa cidade é única, mas não sentimos que isso nos ponha à margem do resto da Espanha."Ambas falam um pouco de Português."É ensinada nas escolas precisamente ao longo da raya (palavra espanhola para a estreita fronteira artificial entre os dois países), porque o governo em Lisboa disponibiliza fundos. Ele não quer que a sua língua morra. Mas não o falamos como os nossos avós", diz Belén. "E todos adoramos p

a
ssear até Portugal. As cidades são semelhantes e o país é muito bonito. Mas tomamos a Espanha como referência para cada influência."Legalmente, estas influências deviam ser ainda portuguesas. A Espanha assinou um Tratado em 1817 prometendo devolver Olivença, as suas aldeias circundantes e um pedaço de território junto do Rio Guadiana de que ele se apoderara 16 anos antes. Mas a devolução nunca aconteceu. A fronteira "redesenhada" está apenas a oito milhas a oeste de Olivença, e os locais atravessam-na sem hesitar um momento. Até há cinco anos atrás, quando uma ponde rodoviária foi aberta, isso era feito em barcos de passeio porque a Ponte medieval, a "Puente de Ayuda", a poucos metros da nova travessia, tinha sido destroçada durante uma das muitas guerras de fronteira, e nunca fora reparada.Antonio contou-me como, durante os anos em que Franco governava a Espanha e Salazar estava no poder em Portugal, o contrabando era difícil. Os habitantes locais atravessavam o rio pouco p

r
ofundo vindos de Espanha carregados com têxteis ou produtos eléctricos, e voltavam com malas de linho, vegetais ou bacalhau salgado. "Esses foram tempos muito difíceis e o nosso comércio com Portugal era um risco para a própria vida. Havia patrulhas regulares no rio mas era fácil enganá-las. Era como um jogo."Procurando na parte velha da cidade, o que me impressiona mais é o quanto mais clara e mais limpa é Olivença quando comparada com a maioria das cidades espanholas. Depois, nota-se o barulho - ou a falta dele. Passeiem pelas ruas de qualquer cidade em Espanha fora da hora da sesta e o alto nível de decibéis pode deixá-los assustados. Em Olivença as pessoas falam baixinho... como de facto o fazem os portugueses.O passado deixou outros traços positivos. Nunca vi uma padaria espanhola com uma tão assombrosa variedade de artigos de pastelaria e maçapães como a que encontrei numa mesmo à saída da "Plaza de España". E os restaurantes abertos na cidade de 11 000 habitantes que

é
Olivença estão cheios de ofertas de pratos portugueses - nomeadamente bacalhau, que é o mais próximo a que um prato se pode transformar numa oferenda religiosa na Ibéria Ocidental. Então deparamos com as espantosas e "enroladas" colunas da capela da Madalena, o interior da Igreja da Madalena com azulejos do chão ao tecto e o excelente museu etnológico no interior do castelo, as suas dúzias de salas recriando a vida da cidade antes e depois de Olivença ter mudado de mãos.É fácil de compreender por que foram os espanhóis tão argutos ao alargarem as suas fronteiras até aqui. Esta é uma terra bela e viçosa, cheia de colinas delicadas e com sobreiros ("carvalhos com cortiça", no original!) disseminados pelos campos de trigo. Não há a sensação de aspereza ou uma constante luta "contra" a terra e os elementos como há na Extremadura do Norte.A limpa e pequena localidade de Táliga, algumas milhas ao sul, por uma estrada "direita como um pau" que trai origens romanas no meio de uma p

a
isagem de vales largos e paredes de pedra árida; poder-se-ia pensar estar na Grã-Bretanha, excepto pelo quente do Sol, os zumbidos e as águias que nos apercebemos por sobre as nossas cabeças, atravessando-se no caminho de poucos em poucos minutos.Aqui, aves de rapina e cegonhas são mais comuns do que pardais. Eu observo com temor como a mais majestosa de todas elas, a águia imperial espanhola, desenha círculos sobre mim enquanto eu sou empurrado pelo vento no alto do Castelo de Miraflores.O Castelo situa-se no alto sobre a vila ("aldeia") de Alconchel, a oeste de Táliga, e domina os campos por muitas milhas em redor. Os Mouros construíram-no, os portugueses conquistaram-no há 900 anos, mas então Alconchel passou para a coroa espanhola muito antes do resto do "Campo Mayor", no qual se situa Olivença.Os meus guias não oficiais são Juan o zelador e Francisco - "84 anos de idade e ainda funciona" - cuja caminhada diária pelo lado da montanha acima coincide com a minha visita. El

e
junta-se a mim no alto da torre, clamando a sua "ligação" à Espanha por sobre os ventos: "Nós não somos como as pessoas de Olivença. Nós somos verdadeiros espanhóis, não meia-raça."Ele aponta ao longe os vastos "ranchos" de gado - "dehesas" - muitos dos quais têm agora como proprietários conhecidos matadores, os novos senhores feudais. Estas "estâncias"(herdades), que muitas vezes cobrem milhares de acres, são percorridas por "toros bravos", os touros "lutadores" (de lide) que encontrarão o seu destino na arena, mas cuja vida até lá será feliz e livre de interferência humana.No caminho de regresso, descendo a colina, eu encontro um homem levando a sua ovelha a desentorpecer as pernas. Justiniano ("como o imperador romano") diz que ele passeia a sua ovelha todos os dias. "Eu sou a sua mãe. A mãe verdadeira rejeitou-a. Ela tem nove anos de idade (SIC) e todos os dias nós passeamos até ao castelo". E como se chama ela? "Dolly, como a vossa ovelha inglesa. Mas esta é natural. E


ainda está viva". Justiniano não gosta do que está a suceder ao castelo. O governo provincial construiu "chalets" de madeira, vidro e ferro dentro das muralhas do castelo para dar guarida aos visitantes de fim de semana."Não há respeito pela História do Castelo. Nenhum esforço para que nada destoe", diz ele. "Os Portugueses é que fazem bem. Eles restauram os seus castelos como eram e fazem novas moradias respeitando a arquitectura antiga."Atravessando a fronteira, na maravilhosa cidade de Elvas, a velha ferida ainda sangra. "Nós não olhamos para Espanha por nenhum motivo concreto; somos bastante diferente dos espanhóis", diz Ana Valdes, dona de uma loja de brinquedos. "Nós somos mais sossegados, mais introvertidos, mas aqui nós ficamos "preocupados"( aborrecidos) por causa de Olivença e o "Campo Mayor" mesmo depois de 200 anos."É a mesma situação de Gibraltar, mas não se consegue fazer ver isso aos espanhóis. Olivença nunca voltará a ser portuguesa, mas isso não nos impede d

e
ficarmos ressentidos com os espanóis por causa da "nossa" cidade estar nas suas mãos."Luís Simões, um polícia, é mais fleumático. "Todos nós falamos espanhol aqui porque a fronteira fica a poucos minutos de distância, ainda que não seja realmente uma fronteira. Nós temos conhecimento da sua dificuldade para aprender Português, por isso nós adaptamo-nos. Sabemos que eles têm Olivença, por isso dizemos "o que podemos fazer?" "Actualmente penso que estamos bastante invejosos do povo de Olivença. Eles pertencem à Espanha, que tem mais poder na Europa, no mundo. Mas as suas influências são portuguesas. Eles têm o melhor dos dois mundos."

ORIGINAL
THE TELEGRAPH, 19-Agosto-2006 (Olivença)

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The best of both worlds
Last Updated: 12:01am BST 19/08/2006
It's 200 years since the Spanish town of Olivenza was part of Portugal, but old influences endure, says Anthony Jefferies.

'Sometimes I think about thinking in two languages," Antonio Barroso Gonzales says before taking a sip of his coffee. "But most of the time I don't think about it at all. It's just the natural thing. One minute I have Spanish thoughts in my brain, the next Portuguese. Dreams are interesting, too. I can dream in one language then, when I wake up, remember it in the other."

Antonio is not alone, certainly not in Olivenza. This may be a Spanish town, but it once belonged to Portugal and old influences endure. More than 200 years have passed since the Spanish - with help from Napoleon Bonaparte's army - rolled back the frontier between the two Iberian neighbours. But a stroll through the quiet black-and-white cobbled streets of this handsome town in the far western region of Extremadura brings Portugal to mind, not Spain.

For a start, most of the older townsfolk speak Portuguese as they shop in the market or relax on the benches of the broad, central paseo. Then there's the architecture: Manueline stone swirls on every church front and even over the door to the town hall; solid, squared-off towers looming over the castle at the heart of the town, marking it out as a Portuguese bastion; and, above all, the tiles. Shop fronts, walls, even street signs - including those that indicate the Plaza de España - are covered with the blue-and-white ceramic that is so intrinsically Portuguese.

advertisementAt the pensioners' day centre in the shadow of the castle, Antonio and his companions are in dispute over the prevailing cultural influence. He claims there's "almost nothing Spanish about Olivenza". Maruja Antunes Gomez, president of the pensioners' association, thinks differently. "The buildings, tiles and cobbles may be like Portugal, but the people are Spanish and proud of it," she says. "The young don't even speak Portuguese. Their only connection is with Spain."

Susana Rodriguez and Belén Naharro aren't so sure. Susana is 26 and works at the town's library; Belén, 22, is a student. "There's a very Portuguese feel to Olivenza and it makes us proud," says Susana. "Our town is unique, but we don't feel it sets us apart from the rest of Spain."

Both speak some Portuguese. "It's taught in schools right along la raya [the Spanish word for the unnaturally straight border between the two countries], because the government in Lisbon provides funds. It doesn't want its language to die out. But we don't speak it like our grandparents," says Belén. "And we all love to go across to Portugal. The towns are similar and the country is so beautiful. But we look to Spain for every influence."

Legally, these influences should still be Portuguese. Spain signed a treaty in 1817 promising to return Olivenza, its outlying villages and a tranche of land near the Guadiana River that was seized 16 years before. But the handover never happened.

The redrawn border is only eight miles west of Olivenza and the locals cross it without a moment's thought. Until five years ago, when a road bridge was opened, this was done in rowing boats because the medieval bridge, the Puente de Ayuda, a few yards from the new crossing, had been dismantled during one of the many border wars and never repaired.

Antonio had told me how, during the years when Franco ruled in Spain and Salazar held power in Portugal, smuggling was rife. Locals would cross the shallow river from the Spanish side loaded up with clothes or electrical goods, and return with bags of linen, vegetables or salt cod. "These were very hard times and our trade with Portugal was a lifeline. There were regular patrols on the river but it was easy to evade them. It was like a game."

Wandering around the old part of the town, what strikes me is how much cleaner and tidier Olivenza is compared with most Spanish towns. Then there is the noise - or lack of it. Walk through any town in Spain any time out of siesta hour and the decibel level can leave you wincing. In Olivenza people speak quietly - like the Portuguese, in fact.

The past has left other positive traces. I have never seen a Spanish bakery with such a wide variety of pastries and marzipans as the one just off the Plaza de España. And the restaurants serving Olivenza's 11,000 population have plenty of Portuguese dishes on offer - notably cod, which is as close as food comes to being a religious offering in western Iberia.

Then there are the stunning, twisted columns of La Magdalena chapel, the floor-to-ceiling tiled interior of the Casa de Misericordia church and the excellent ethnological museum inside the castle, its dozens of rooms recreating town life before and after Olivenza changed hands.

It's easy to see why the Spanish were so keen to extend their boundaries here. This is a beautiful, lush land, full of gentle hills and with cork oaks dotted about the wheat fields. There is no sense of harshness or a constant struggle with the land and the elements as there is in northern Extremadura.

The tidy, tiny town of Táliga, a few miles to the south, lies along a rod-straight road betraying Roman origins in the middle of a landscape of wide valleys and dry-stone walls; you might be in Britain but for the warmth of the sun, and the buzzards and eagles that wheel overhead, crossing your path every couple of minutes.

Here, birds of prey and storks are more common than sparrows. I watch in awe as the most majestic of them all, the Spanish imperial eagle, circles above me while I lean into the wind at the top of the Castillo de Miraflores.

The castle sits high above the village of Alconchel, west of Táliga, and commands the countryside for miles around. The Moors built it, the Portuguese conquered it 900 years ago, but then Alconchel passed to the Spanish crown long before the rest of the Campo Mayor, in which Olivenza sits.

My unofficial guides are Juan the caretaker and Francisco - "84 years old and still fit" - whose daily hike up the mountainside coincides with my visit. He joins me at the top of the tower, shouting his allegiance to Spain above the wind: "We are not like the people of Olivenza. We are true Spaniards, not half-breeds."

He points out the vast cattle ranches - dehesas - many of which are now owned by renowned matadors, the new feudal masters. These estates, which often cover thousands of acres, are turned over to toros bravos, the fighting bulls that will meet their fate in the bullring, but whose life until then will be happy and human-free.

On the way back down the hill I meet a man taking his sheep for a stroll. Justiniano ("like the Roman emperor") says he walks the ewe every day. "I am her 'mother'. Her own mother rejected her. She's nine years old and every day we walk to the castle." And her name? "Dolly, like your English sheep. But this one is natural. And still alive." Justiniano doesn't like what's happening at the castle. The provincial government has built chalets of wood, glass and steel into the castle walls to provide a hostel for weekenders.

"There's no sympathy with the castle's history. No attempt to blend in," he says.

"The Portuguese have it right. They restore their castles as they were and make new buildings in the old style." Across the border, in the lovely old town of Elvas, the old sore still itches. "We don't look to Spain for anything; we are so different from the Spanish," says Ana Valdes, owner of a toyshop. "We are quieter, more inward-looking, but here we get upset over Olivenza and the Campo Mayor even 200 years later.

"It's the same situation as Gibraltar, but you can't make the Spanish see that. Olivenza will never be Portuguese again, but it doesn't stop us resenting the Spanish because 'our' town is in their hands."

Luis Simoes, a policeman, is more phlegmatic. "We all speak Spanish here because the border is a few minutes away, though it isn't really a border. We know they struggle to learn Portuguese, so we adapt. We know they have Olivenza, so we say 'what can you do?' "Actually I think we're quite envious of the people of Olivenza. They belong to Spain, which has more power in Europe, in the world. But their influences are Portuguese. They have the best of both worlds.

:wink:
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Diogo Ventura
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Postby Diogo Ventura on Wed Apr 02, 2008 6:11 pm

O OLIVENTINO
Carlos Luna


Em 1840, trinta e nove anos após a ocupação espanhola (1801), o Português foi proibido em Olivença, inclusivamente nas Igrejas.
Todavia, ele foi sobrevivendo, numa deliciosa toada alentejana, que logo
as autoridades, vigilantes, classificaram como "chaporreo", palavra de
difícil tradução (talvez "patois"; talvez "deturpação"), que criou complexos
de inferioridade nos utilizadores, levando-os, cada vez mais, a usar a
Língua Tradicional apenas a nível caseiro, dentro do aconchego do lar.
Mesmo com esses condicionalismos, depois de duzentos anos de pressão, ela
é entendido e falado por cerca de, pelo menos 35% da população, segundo
cálculos da União Europeia (Programa Mosaic).
Como sucede, contudo, neste casos, em qualquer ponto do Globo, o
Português foi perdendo prestígio. Não sendo utilizado nunca em documentos
oficiais, na toponímia (salvo se traduzido e deturpado), ou em qualquer
outra situação que reflectisse a dignidade de um idioma, manteve-se,
discretamente, por vezes envergonhadamente.
A ditadura franquista piorou a situação. Nas décadas de 1940, 1950, e 1960, era
raríssimo, mesmo impossível em alguns casos, encontrar professores,
polícias, funcionários em geral, que fossem filhos da terra oliventina, na
própria Olivença. Colonizadores inconscientes, peões numa política geral de
destruição das diferenças por toda a Espanha.
Por ironia da História, alguns desses cidadãos "importados", com muito
menos complexos que os naturais porque não tinham, quaisquer conflitos de
identidade, ou os seus filhos, puseram-se a estudar os aspectos "curiosos",
"específicos", da cultura oliventina, acabando por produzir
trabalhos de valor sobre a cultura da sua Nova terra, que podem chamar para
sempre, e sem contestações, de Terra Mãe, por adopção, por paixão, ou já por
nascimento.
A Democracia abriu algumas novas perspectivas, mas os fantasmas não
desapareceram de todo. Alguns cursos de Português foram surgindo, com maior
ou menor sucesso. Por vezes ao sabor de questões políticas, como durante a
Década de 1990 . Em 1999/2000, continuando em 2000/2001, a Embaixada de
Portugal em Madrid, e o Instituto Camões, passam a apoiar o apoiar o ensino
do português no Ensino Primário em todas as Escolas de Olivença. Incluindo
as Aldeias. Apenas Táliga, antiga aldeia de Olivença transformada no Século
XIX em município independente, está ainda de fora deste projecto, para o
qual foram destacados, primeiro três, depois quatro professores portugueses.
É urgente acudir a Táliga, onde só 10% da população ainda tem algo a ver com
a Língua de Camões.
Foi dado um primeiro e importante passo. Mas não se tem revelado
suficiente. O Estado Português deverá tentar influenciar mais a tomada de
outras medidas, dada até a sua posição sobre o Direito de Soberania sobre
Olivença: o ensino da História (que não é feito em parte nenhuma em
Olivença), por exemplo: a utilização prática da Língua, em documentos
oficiais, toponímia, etc.; a continuação do Estudo do Português até níveis
de ensino mais avançados; e tantas coisas mais que se poderiam referir!
Acima de tudo, é preciso dar ao Português dignidade... e utilidade.
Revalorizar o Português que sobrevive, o qual, por ser uma variante da fala
lusa regional do Alentejo, é vítima de comentários pouco abonatórios.
Deve-se "fazer a ponte" entre as velhas gerações e os jovens alunos.
Ensinando-lhes, por exemplo, a partir de exemplos da velha poesia popular e
erudita oliventina, no idioma de Camões, e que é ainda, graças a recolhas
etnográficas e a alguns poetas populares vivos, suficientemente conhecida
para tal. Porque, sem perceberem que estão a dar continuidade à cultura dos
seus avós, os jovens oliventinos dificilmente compreenderão que aprender a
língua lusa é muito diferente de aprender uma língua estrangeira (Inglês,
Francês, Alemão). É preciso dizer claramente que o Português é
imprescindível para que as novas gerações compreendam o que as gerações
anteriores quiseram transmitir.
Por tudo isto, a situação actual não é famosa. Há estudos recentes que falam em
"declínio do Português em Olivença", no seu uso coloquial, como um trabalho
da Professora Maria de Fátima Resende Matias, da Universidade de Aveiro.
Como dizia um jovem oliventino (Junho de 2007), a este respeito, «isto é uma
verdadeira tragédia; depois de pouco mais de 200 anos, o português vai
desaparecer em Olivença; a alma dos povos é a lingua; a lingua é a memória,
é tudo; em Olivença vam ficar sómente as pedras, as fachadas, do que foi o
seu passado português; Nao há nada mais triste que conhecer que o fim vai
chegar e ninguém fiz[fez] nada para evitá-lo; ninguém compreende que a morte
do último luso-falante vai ser a morte da alma portuguesa, o fim de gerações
falando português nas ruas, nas moradias, no campo oliventino, ao longo de
mais de sete seculos?». E continua: «O artigo da senhora Fátima Matias
explica perfeitamente as razoes e o contexto da agonia do português em
Olivença; mas... agora já não há ditadura; Deveriamos ficar orgulhosos de ter esta riqueza linguística e procurar a defesa e o ensino do português oliventino; (...) e,
um pouco também, o Estado português é também responsavel; com independência
de questões de índole soberanista, deveria implicar-se na promoção do
português em Olivença e nao sómente não reconhecer [a soberania espanhola] e
não fazer nada.»
Pode-se aplaudir o que se faz hoje, mas é imprescindível algo mais:
faça-se um estudo do Português-Alentejano falado em Olivença, e ligue-se o
mesmo ao Português-Padrão ensinado nas Escolas, de modo a fazer a ligação
entre as gerações e produzir uma normal continuidade que deveria
naturalmente ter ocorrido. Assim se corrigirá a distorção introduzida pela
pressão do Castelhano. Este estudo pode ser feito por quem se mostre capaz
de o fazer: portugueses, mas também alguns especialistas e linguistas
extremenhos. A nenhum Estado (Portugal ou Espanha) se poderá perdoar deixar
morrer uma cultura !
O aspecto político da questão, que existe, pode ser secundarizado ao máximo.
O Primeiro passo poderão ser umas Jornadas, ou um Congresso, sobre o
tema, que reuna a participação de especialists e autoridades das mais
diferentes origens, unidos pela sua boa vontade...

Estremoz, texto actualizado em Agosto de 2007
Carlos Eduardo da Cruz Luna
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Postby Diogo Ventura on Thu Apr 10, 2008 6:28 pm

Diário do Sul, 09 de Abril de 2008
IMPORTANTE ESTUDO EDITADO EM LIVRO
A ETERNA QUESTÃO DE OLIVENÇA/AS AMBIGUIDADES POLÍTICAS E DIPLOMÁTICAS
António Luiz Rafael
(gravura com a capa do livro)
(no final, notas sobre algumas declarações feitas no artigo, à margem do mesmo)
Ana Paula Fitas, professora universitária, e natural de Évora, acaba de dar à estampa o volume intitulado "Olivença e Juromenha - Uma História por Contar". Trata-se de um texto que serviu de tese para o doutoramento da autora, e sumariado "para uma mais fácil leitura", a partir de um original totalizando mil e duzentas páginas.
Para levar a cabo este trabalho, Ana Paula Fitas assentou arraiais nas localidades a estudar para assim estar confrontada "ao vivo" com a história (e histórias), sentimentos, lembranças, marcas do passado e realidades actuais. E assim nos é aberta a porta deste livro, seguindo-se o percurso iniciado em 1164, quando D. Afonso Henriques, pela primeira vez, toma a região de Olivença (que assim passa a ser domínio português), seguindo-se depois os diversos episódios históricos decorridos até ao ano de 1801, quando, na sequência da chamada "Guerra das Laranjas", aquela parte do território ( e após a assinatura do Tratado de Badajoz ) transitou para a posse de Espanha.
Ana Paula Fitas praticou uma pesquisa minuciosa, algo a justificar totalmente a frase final do título: uma história por contar, pois na verdade ali são interpretadas relevantes situações que nos levam a um melhor entendimento desta "Eterna Questão". Juromenha ( a irmã de Olivença, mas na margem oposta do Guadiana ) é igualmente analisada, estabelecendo-se assim a correlação das duas Praças, e o seu protagonismo ao longo dos séculos. Indiscutivelmente um livro a não perder.
Em Évora o lançamento desta obra aconteceu na Livraria D. Pepe, onde diversas personalidades usaram da palavra no decorrer da sessão, primeiramente Fernando Mão de Ferro da Editorial Colibri, e depois a Dr.ª Lina Jan, responsável na CCDR/Alentejo pela Cooperação Transfronteiriça; o jurista António Teixeira Marques, Presidente do Grupo doa Amigos de Olivença, e o Professor Moisés Espírito Santo, Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.
Este último convidado (1)desenvolveu, numa lúcida explanação, o seu pensamento relativamente à questão/Olivença, analisando o aspecto político e jurídico, e afirmando em determinado momento que "Olivença politicamente é espanhola, mas culturalmente é portuguesa". Aparentemente não pareceu muito convicto de um dia se verificar o "regresso" de Olivença à posse portuguesa. Acha antes mais plausível fomentar a fraternidade popular transfronteiriça com a responsabilidade partilhada e independente dos Estados, e isto "porque às vezes os "factos" sobrepõem-se mais que o Direito"(2).
O Professor Moisés Espírito Santo Santo alvitrou mesmo (a exemplo de Vilar de Mouros ou Zambujeira do Mar)...porque não promover um Festival naquela zona fronteiriça de modo a que os jovens oliventinos e os alentejanos pudessem confraternizar(3)?
Finalmente, a Professora Ana Paula Fitas a gradeceu a presença de tantas pessoas naquele espaço livreiro, e fez votos para que o seu livro contribua para um melhor conhecimento do tema, e sirva igualmente como mola dinamizadora nas regiões da raia, eliminando uma parte da monotonia existente. À pendência histórica limitou-se a afirmar que se foi diluindo um pouco graças ao bom relacionamento das autarquias de ambos os lados do rio. E acrescentou:"a situação manteve-se ao longo dos séculos, sobretudo devido às ambiguidades políticas e diplomáticas do nosso país".
Deste modo se encerrou este acto de apresentação de novo lançamento de uma obra literária, seguindo-se depois a habitual sessão de autógrafos.
Assim, ae a bom ritmo, Évora vai recebendo a visita de vários autores, o que é extremamente benéfico para um melhor conhecimento dos seus trabalhos e bem assim quanto ao pensamento de quem os escreve.
ANTÓNIO LUIZ RAFAEL
FIM

________________________
NOTAS ( DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DE CARLOS LUNA)
(1)Provavelmente por falta de espaço, o jornal não se refere aos tópicos desenvolvidos pelo Jurista Teixeira Marques sobre os aspectos jurídicos da "Questão". Uma pena, pois a notícia fica muito pouco imparcial!
(2) O Professor Moisés Espírito Santo desenvolve aqui uma idéia aparentemente generosa, mas muito perigosa! Se as situações "de facto", em Direito Internacional, fossem aceitáveis, teríamos várias agressões de estados poderosos a territórios de estados vizinha mais fracos, ou a estados inteiros, que, após algum tempo, porque eram situações "de facto", se tornariam "legais". Imagine-se o Inferno! Ou imagine-se o que teria sido este princípio aplicado a Timor. Ou, já agora, pergunte-se o que leva Madrid a não encarar esta hipótese sobre Gibraltar, ou a Argentina sobre as Malvinas... A idéia é, pois, um contra-senso...
(3) Mais uma vez, por detrás de uma idéia generosa de fraternidade, verifica-se uma falácia! NÂO HÀ SITUAÇÔES DE DISPUTA TERRITORIAL EM Vilar de Mouros ou Zambujeira do Mar. A proposta do Prof. Moisés Espírito Santo corresponde a propor a Madrid que celebre a Amizade Hispano-britânica em ...Gibraltar... continuando este território sob administração britânica. Imagine-se a resposta de Madrid a uma tal proposta. Parece também que o Professor desconhece o absoluto branqueamento ( e falsificação) da História que prossegue em Olivença. Em 9 de Abril de 2008, no maior super-mercado de Olivença, três jovens funcionários oliventinos insistiram, uma e outra vez, que Olivença fora trocada por Campo Maior Na Guerra das Laranjas. Perante um livro de História (ESPANHOL) onde tal era desmentido (um dos poucos que o faz), replicaram que "o livro estava errado", porque "toda a gente em Olivença sabia que assim [a troca] fora, e não havia mais conversa!" Perante este "quadro", como é possív
el sustentar "encontros culturais apolíticos"?
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